sábado, 9 de novembro de 2013

Amor ou Masoquismo?

 


Depois de tanto tempo, sempre negando, eu talvez ainda sinta algo por você.

É incrível, que mesmo depois de tudo, ainda há esperanças dentro de mim, na verdade, você insiste em deixar claro que gosta de mim. Gozado isso, eu sei que é mentira, mais fico feliz. Isso me faz parecer com ela? Afinal, é dela que você gosta. Sempre foi.

Me diz, o que você quer de mim, me diz por favor
- Senhor, o que se faz quando é usada pra esquecer outra?
- Cria vergonha na cara, o orgulho, você escolhe entre ser amada, ou usada.

Quando eu quero te ter comigo, você some. Não te tenho no facebook, deletei caso eu decida me torturar, vendo seus posts, pra outras pessoas, talvez. Seu numero é o mesmo, porém tenho medo, isso, medo. E se uma voz feminina atender? E se for ela?

Depois de um tempo, pergunto aos nossos amigos, como quem não quer nada. Mais o triste, é que eles sabem. Sabem, o que sinto. Sabem, como você me machuca. Amor, eles sabem. Eles não respondem, certamente, a resposta é negativa. Na verdade, é disso que eu precisava, de uma resposta negativa, quem sabe assim meu coração desencana de você, porque meu cérebro, já não se importa mais
Quando finalmente estou me recuperando, não te esquecendo, apenas de amarzenando, lá no lado esquerdo do meu peito, pra nunca mais lembrar... Você simplesmente volta, chamando minha mãe de sogrinha, me convidando pra festa da sua sobrinha, me roubando um beijo no ônibus lotado.

Eu acho que você me odeia, não, na verdade tenho certeza, você nunca deu a mínima pro que eu sinto, não é agora que vai se importar. Antes de dormir, peço pra Deus me dar uma resposta, escrevo alguma coisa em um papel da escrivania, amaço, jogo no lixo vazio ao lado. Olho pro relógio, são duas e meia da manhã, olho pro lixo, ele já esta transbordando. Ligo o computador, vejo seu pedido de amizade no facebook, derrubo algumas lágrimas sobre o teclado. Aceito. Me condeno em pensamento, me sinto suja, masoquista talvez.


Como se isso não fosse horrível, eu ainda cliquei sobre seu nome, vou ao seu perfil, ai Deus... como eu o amo. Só post de piadas... É tão a sua cara ... Uma foto no espelho com os amigos, comentários bobos, caretas, um post marcado por uma amiga dizendo que te ama.


Isso dói tanto... Poxa, o despertador começa a apitar, é segunda, são seis e meia, hora de ir ao colégio. Chego lá, de certa forma me sinto aliviada, lá é o único lugar que você não estaria, lá senti
uma certa segurança, meu coração chorava, mais ao mesmo tempo sorria.

Uma amiga me chama, me leva em direção a você... Não sei se foi meu coração, ou foi minha imaginação, foi como se você tivesse congelado por um período, eu queria te abraçar, queria seu olhar no meu. Você começo a ensinar as pessoas a tocar na banda da escola, minha melhor amiga faz parte da banda, e ELA, sim, ELA, também.

Já é sexta. Te vi a semana toda, não trocávamos mais que um oi. Não te chamavam mais pelo teu nome, e sim pelo nome dela.

Talvez, não passe de ilusão

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